Estadão

Mesmo com avanço da covid, SP apenas sugere redução de 30% no público em eventos

O governador João Doria (PSDB) reconheceu nesta quarta-feira, 12, que a variante Ômicron elevou o número de casos de covid-19 em São Paulo, mas, diferentemente de outros dirigentes estaduais, que reforçaram medidas restritivas, anunciou que o governo recomendou que organizadores de eventos públicos reforcem ações de prevenção da doença. O coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus paulista, João Gabbardo, afirmou que o governo sugeriu a prefeituras a redução em 30% – de 100% para 70% – a capacidade máxima de público em eventos.

Gabbardo destacou que o governo "deixa em aberto que isso fica a critério do município", dependendo de sua situação epidemiológica de cada região. Reforçando medidas já adotadas no Estado, como a apresentação do passaporte vacinal, uso de álcool em gel e imunização contra covid-19, o governo anunciou apenas que estenderá o uso obrigatório das máscaras até 31 de março.

Doria também anunciou a aquisição de 2 milhões de testes rápidos de antígenos para covid-19, que serão disponibilizados até fevereiro aos municípios do Estado. "Os testes funcionam como uma bússola para diagnóstico rápido e ação efetiva para controle da doença", afirmou o governador paulista.

<b>Vacinação</b>

Após anunciar que o Estado inicia hoje o pré-cadastro de crianças de 5 a 11 anos na plataforma Vacina Já para a imunização contra covid-19, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou que a vacinação infantil pode começar na sexta-feira, 14, no Estado, a depender do cronograma do Ministério da Saúde.

De acordo com o governador, o Ministério deve receber da Pfizer o primeiro lote dos imunizantes na quinta-feira (13). "E 24 horas depois as vacinas estarão sendo distribuídas e imediatamente aplicadas em São Paulo", disse.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI), Regiane de Paula, o governo deve receber 240 mil doses do imunizante, um volume pequeno, segundo ela. Com a total de vacinas disponibilizadas, a coordenadora afirmou que nesse primeiro momento será priorizada a imunização de crianças com comorbidade, deficiências, além de indígenas e quilombolas.

A expectativa do governo é vacinar as 4,3 milhões de crianças no período de três semanas.

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