Opinião

O mundo sem Osama Bin Laden

A morte de Osama Bin Laden por forças da inteligência norte-americana, conforme foi anunciada no início da madrugada desta  segunda-feira, significa o fim de uma batalha, mas não encerra uma guerra que – talvez – nunca tenha fim. Desde o trágico 11 de setembro de 2001, o mundo, capitaneado pelos Estados Unídos, procurava pelo maior líder da Al-Qaeda, responsável pelo maior ataque terrorista da história contra as torres gêmeas do World Trade Center. Caçá-lo e dar fim à vida dele era mais do que uma questão de honra para o Ocidente.


Porém, todos sabem que não basta matar Bin Laden. É preciso ir muito mais além e desarticular a rede que sustenta financeira e politicamente a Al-Qaeda. Há inúmeras outras facções terroristas espalhadas pelo mundo, que devem ser exterminadas. Por ser uma ação quase impossível, é de se preve que essa guerra não tenha fim. Mas a morte do maior líder é bastante significativa.


 Bin Laden era um ícone e sua morte hoje tem um valor simbólico emblemático para os Estados Unidos na luta contra o terror. Por mais que ele pudesse estar longe do comando operacional das forças terroristas, a morte dele enfraquece o grupo, porém inequivocamente provocará disputas pela liderança.


Do outro lado, o líder morto será valorizado ainda mais por seus seguidores, que o transformara ainda em vida em “guerreiro e herói”. Desta forma, não será de se estranhar se, em curto e médio prazo, uma nova onda de terrorismo atinja os países aliados aos Estados Unidos, até para que essas novas lideranças busquem se fortalecer.


A morte de Bin Laden, destaque-se, só foi possível graças a uma operação de inteligência planejada com antecedência. O presidente  dos Estados Unidos, Barack Obama, de forma natural, por isso, obteve um óbvio trunfo eleitoral na mão, mas andará no fio da navalha porque se houver um atentado nos Estados Unidos neste período, tudo pode ruir.


O risco de uma revanche aumentará com o tempo, já que – de forma imediata – os controles de segurança antiterror em todos os países serão reforçados. Mas, apesar do sentimento de vitória que impera neste momento, mais do que nunca torna-se fundamental o aumento da vigilância em todos os sentidos. Para que não voltemos a experimentar a morte de mais inocentes.

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