A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (6), a Operação Estorno, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa focada em fraudes patrimoniais contra idosos e pessoas vulneráveis.
A ofensiva contou com forte apoio operacional em Guarulhos, onde foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão preventiva como parte de uma investigação que monitorou a movimentação de mais de R$ 1 milhão pelo bando.
As investigações tiveram início após o registro de mais de 150 boletins de ocorrência que detalhavam o mesmo modus operandi. A quadrilha alugava espaços em supermercados para abordar as vítimas com ofertas de falsos clubes de benefícios em estabelecimentos como farmácias e postos de combustíveis.
Durante a suposta adesão ao serviço, os criminosos induziam as vítimas a inserirem seus cartões em máquinas, realizando cobranças indevidas e parceladas sem qualquer consentimento.
Atuação regional e bloqueio de bens
Embora o esquema tenha sido investigado inicialmente pela Delegacia de Capão Bonito, a capilaridade do grupo criminoso exigiu uma ação coordenada em grandes centros urbanos. Em Guarulhos e nas demais cidades paulistas, os agentes trabalharam para identificar os locais de abordagem e os responsáveis pela lavagem do dinheiro obtido nos golpes. Além das 14 prisões efetuadas até o momento, a Justiça determinou o sequestro de bens e o bloqueio de valores nas contas bancárias dos envolvidos.
A Operação Estorno mobilizou diversas unidades policiais, incluindo o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e as seccionais de Avaré, Sorocaba e Itapetininga, além do suporte direto das equipes de Guarulhos. A Polícia Civil continua o trabalho para identificar outros membros do esquema, que também possuía ramificações nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.



