Estadão

Projeções seguem apontando que inflação deverá se moderar, diz Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta quarta-feira que as projeções seguem apontando que a inflação nos Estados Unido deverá se moderar ao longo do ano. Ainda assim, a representante indicou que, na publicação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de janeiro, que será divulgada nesta quinta-feira, é esperado um avanço na comparação anual, e que "algo perto de 7% não seria uma surpresa".

Em coletiva de imprensa diária, a porta-voz disse que a inflação nos salários será especialmente observada na leitura. Além disso, ela reforçou mais uma vez que a administração segue apoiando as ações do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para buscar conter a alta nos preços no país.

Sobre a crise envolvendo a Ucrânia, Jen Psaki disse que o governo americano não sabe se o presidente Vladimir Putin tomou a decisão de invadir o país. Por sua vez, a represente afirmou que a Rússia não está desescalando as tensões, e "não vimos ações neste sentido".

Segundo ela, as movimentações militares russas em conjunto com Belarus que estão marcadas para a próxima quinta-feira são um indicativo da ausência de ações que sinalizem desescalada.

Jen Psaki voltou a afirmar ainda que, em caso de invasão russa, o gasoduto Nord Stream 2 não irá operar. Sobre a presença de americanos na Ucrânia, Psaki disse que o governo segue apoiando a saída de cidadãos, e que serviços consulares de países vizinhos estão disponíveis.

Questionada sobre os planos de infraestrutura do presidente Joe Biden, a representante afirmou que há pontos de concordância com senador Joe Manchin sobre Build Back Better, e que as negociações estão prosseguindo. Recentemente, o legislador democrata, fundamental para a aprovação dos planos no Senado, fez críticas aos projetos e disse que a proposta estava "morta".

Sobre as tratativas nucleares em Viena por um acordo nuclear com Teerã, Psaki disse que as negociações continuam, mas lembrou que, se não houver acordo nas próximas semanas, Irã fará avanços nucleares que farão retorno ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) impossível.