A missão Artemis 2 entra na fase mais crítica nesta sexta-feira (10), com o retorno dos quatro astronautas à Terra após a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço profundo.
A cápsula Orion deve reentrar na atmosfera terrestre e pousar no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, na Califórnia, por volta das 21h (horário de Brasília). A etapa é considerada uma das mais desafiadoras da missão devido às condições extremas de velocidade e temperatura.
Durante a reentrada, a Orion deve atingir a atmosfera a mais de 40 mil km/h, suportando temperaturas que podem chegar a cerca de 2.700°C. O escudo térmico da cápsula será responsável por proteger a tripulação durante a intensa desaceleração provocada pelo atrito com o ar.
O processo inclui uma sequência de separação entre o módulo de tripulação e o módulo de serviço, além de ajustes de trajetória para garantir o ângulo correto de entrada na atmosfera — fator considerado essencial para a segurança da missão. Um erro mínimo nessa inclinação poderia comprometer toda a operação.
Ao cruzar a atmosfera, a nave enfrentará um breve período de perda de comunicação causado pela formação de um plasma ao redor da cápsula. Após essa fase, a Orion continuará sua descida até a abertura dos sistemas de desaceleração.
Primeiro, paraquedas menores serão acionados para reduzir a velocidade, seguidos pelos principais, que devem garantir um pouso suave no Oceano Pacífico a cerca de 32 km/h.
Após o impacto, equipes de resgate estarão posicionadas na região para retirar os astronautas, que devem ser levados para avaliações médicas poucas horas depois do pouso. A expectativa é de que a tripulação retorne à base em até 24 horas após o término da missão.
A missão marca um novo capítulo do programa lunar da NASA e coloca a Artemis 2 como um dos voos tripulados mais significativos das últimas décadas, abrindo caminho para futuras explorações mais profundas no espaço.



