Três homens que estavam foragidos da Justiça foram presos pela Polícia Militar na noite de quinta-feira (14), enquanto tentavam entrar no estádio do Corinthians para acompanhar o jogo contra o Barra-SC, na Neo Química Arena. As prisões foram possíveis graças ao monitoramento do programa Muralha Paulista, que utiliza tecnologia de reconhecimento facial cruzada com o Banco Nacional de Mandados de Prisão.
O sistema identificou exatamente os setores por onde os procurados passavam. Policiais do 2º Batalhão de Polícia de Choque foram acionados e realizaram a abordagem antes que os indivíduos acessassem as arquibancadas.
Destino dos presos e crimes envolvidos
Os detidos foram levados ao posto de comando dentro da arena para a confirmação dos dados:
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Pensão Alimentícia: Dois dos homens possuíam mandados por falta de pagamento e foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos.
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Lesão Corporal: O terceiro indivíduo tinha um mandado em aberto por este crime e foi conduzido ao 24º Distrito Policial.
Como funciona o Muralha Paulista nos estádios
O programa é fruto de uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública e os clubes paulistas. Além de localizar foragidos, a rede de câmeras e sensores permite identificar:
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Ingressos comprados com cambistas;
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Uso de documentos falsos ou de terceiros;
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Descumprimento de sanções do Estatuto do Torcedor;
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Localização de pessoas desaparecidas.
Desde o início da implementação dessa tecnologia em eventos esportivos, o Muralha Paulista já permitiu a identificação e prisão de mais de 300 pessoas procuradas pela Justiça em estádios de São Paulo. O sistema integra bases de dados públicos e privados, ampliando a capacidade de resposta das forças policiais e dificultando rotas de fuga ou a reincidência criminal.



