A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que está investigando se um dos helicópteros que se chocaram e caíram no Rio de Janeiro, no último domingo (14), realizava transporte aéreo clandestino. O grave acidente resultou na morte de seis pessoas, entre elas o cantor, compositor e produtor musical norte-americano Nickel Oliver Tree, de 32 anos.
Conhecido mundialmente como Oliver Tree e apelidado de “Rei do Hyperpop”, o artista cumpria uma agenda de compromissos profissionais no Brasil. Dono de sucessos globais como Life Goes On (2021) e Miss You (2022), o músico possuía milhões de seguidores nas redes sociais. Os peritos do Instituto Médico-Legal (IML) já realizaram a coleta de material genético para concluir a identificação oficial do corpo do cantor.
Em nota, a Anac revelou que a aeronave de prefixo PP-MAC, um dos helicópteros envolvidos na colisão, já era alvo de um processo de apuração desde 2025, após o recebimento de uma denúncia de transporte aéreo clandestino. O operador chegou a ser autuado por se recusar a prestar informações à agência. O helicóptero havia sido incluído em uma lista de monitoramento presencial, mas não foi localizado pelas equipes de fiscalização que inspecionaram 43 aeronaves nos aeródromos fluminenses entre 2025 e 2026.
Colisão em estacionamento provocou incêndio
O acidente ocorreu na manhã de domingo, nos arredores da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59, após as duas aeronaves colidirem no ar e caírem sobre o estacionamento de uma concessionária de carros elétricos. O impacto provocou um incêndio de grandes proporções que destruiu pelo menos 20 veículos no local.
Além de Oliver Tree, a tragédia causou a morte de outras cinco pessoas que estavam a bordo. As vítimas identificadas até o momento são:
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Lucas Brito Chaves, produtor musical brasileiro;
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Alexandre Souza, piloto brasileiro;
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Gaspar Prim, influenciador digital argentino conhecido como “Gaspi”;
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Lucas Vignale, diretor argentino;
- Charles Marsillac, piloto brasileiro que comandava sozinho a segunda aeronave envolvida no choque.
Inquérito e perícia aeronáutica
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar as causas e as responsabilidades pelo choque das aeronaves. A perícia técnica de campo já foi realizada no local da queda.
Os investigadores aguardam agora a conclusão do laudo oficial do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica responsável por determinar os fatores que levaram à colisão aérea.


