O Governo de São Paulo iniciou, no final da manhã desta quinta-feira (18), a montagem de uma grande estrutura de acolhimento e a distribuição de ajuda humanitária para as famílias atingidas pelo incêndio que destruiu dezenas de moradias na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul da capital. A força-tarefa emergencial é coordenada de forma conjunta pela Defesa Civil do Estado e pelo Fundo Social de São Paulo.
Como primeira medida de suporte habitacional, um abrigo temporário está sendo instalado na sede do Centro de Educação Infantil (CEI) de Paraisópolis. No local, técnicos do Estado realizam o cadastramento oficial das famílias afetadas para garantir que todos recebam os insumos necessários e o suporte assistencial.
Unidade móvel do Bom Prato garantirá alimentação gratuita
Para suprir a necessidade imediata de alimentação dos desabrigados e das equipes que trabalham na região, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (SEDS) deslocou uma unidade móvel do programa Bom Prato para a comunidade.
O veículo adaptado servirá gratuitamente refeições diárias completas, abrangendo o café da manhã, almoço e jantar pelo período que for considerado necessário. Para esta quinta-feira, a previsão inicial é de que sejam distribuídas pelo menos 400 refeições no almoço, com garantia de continuidade no período da noite.
Envio de insumos e assistência psicológica
Além da alimentação e do teto provisório, caminhões com suprimentos de emergência foram enviados ao local do incidente. O lote de ajuda humanitária inclui os seguintes itens:
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Cestas básicas e fardos de água mineral;
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Cobertores, colchões, travesseiros e jogos de cama;
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Roupas e calçados novos ou em bom estado;
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Kits completos de higiene pessoal;
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Ração para animais de estimação (pets).
Paralelamente à entrega dos materiais, equipes formadas por psicólogos e assistentes sociais da SEDS prestam atendimento humanizado e suporte emocional aos moradores que perderam seus bens materiais na tragédia.
Rescaldo e balanço final do combate ao fogo
O Corpo de Bombeiros confirmou que as chamas foram totalmente controladas e que os militares trabalham agora na fase minuciosa de rescaldo. O balanço atualizado da corporação apontou que a operação mobilizou um contingente total de 30 homens apoiados por 14 viaturas operacionais. As autoridades reiteraram que não houve o registro de nenhuma vítima civil ferida no episódio.

