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Ibirapuera recebe desfiles e homenagens pelos 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932

Solenidade no Parque Ibirapuera inclui ritos cívico-militares, honras fúnebres aos combatentes e desfile com forças de segurança.

Como parte das celebrações pelos 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, a capital paulista recebe, nesta quinta-feira dia 9 de julho, as tradicionais cerimônias cívicas em homenagem aos combatentes do levante. A solenidade oficial será realizada na Avenida Pedro Álvares Cabral, em frente ao Obelisco do Parque Ibirapuera, localizado na Zona Sul de São Paulo, a partir das 8h.

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A programação comemorativa começa com o hasteamento do Pavilhão Nacional, ato que será conduzido pela Escola Superior de Soldados (ESSd). Logo em seguida, o protocolo do evento dá continuidade às homenagens com a transmissão do comando do Exército Constitucionalista e a realização dos ritos dedicados aos combatentes, que englobam o sepultamento simbólico e a prestação de honras fúnebres. No mesmo período, a Sociedade Veteranos de 32 (MMDC) fará a entrega de medalhas aos homenageados do ano.

O encerramento do evento festivo se dará por meio do desfile cívico-militar, programado para ocorrer entre as 10h30 e as 11h30. O ato público deve reunir integrantes das Forças Armadas, membros das forças de segurança pública do Estado, entidades da sociedade civil organizada e representantes de diversas instituições voltadas à preservação da memória histórica da revolução.

O Monumento e o Acrônimo MMDC

O Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, palco das atividades, é um monumento erguido em homenagem aos homens e mulheres que integraram o movimento em prol da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e da elaboração de uma nova Carta Magna para o país — que, na ocasião, era governado de forma provisória por Getúlio Vargas. O mausoléu guarda os restos mortais de combatentes e funciona como cenário permanente das memórias do conflito.

A mobilização em torno da causa foi fortemente impulsionada pelo episódio ocorrido em 23 de maio de 1932, considerado o principal estopim do movimento. Naquela data, quatro jovens estudantes morreram baleados durante um protesto contra o regime provisório na região central da capital paulista.

As iniciais dos sobrenomes das vítimas, Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, formaram o acrônimo MMDC, que virou o grande símbolo da resistência armada paulista e batizou a organização civil responsável por recrutar milhares de voluntários e arrecadar recursos para o combate.

O Legado de 9 de Julho

A Revolução Constitucionalista foi efetivamente deflagrada em 9 de julho de 1932, estendendo-se em combates armados até o mês de outubro daquele mesmo ano. O confronto mobilizou voluntários de diversos setores civis e também contingentes da antiga Força Pública, instituição militar que posteriormente deu origem à atual Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Embora o exército paulista tenha sido derrotado militarmente pelas forças federais, a pressão exercida pelo movimento acelerou o processo de redemocratização e constitucionalização nacional. Já no ano seguinte, em 1933, foi instalada a Assembleia Nacional Constituinte, culminando na promulgação da nova Constituição brasileira em 1934. Atualmente, o dia 9 de julho se consolida como a data magna do Estado de São Paulo.