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Nova queda nas temperaturas nos próximos dias acende alerta para cuidados com cães e gatos

Cães e gatos filhotes, idosos ou de pelagem curta exigem atenção reforçada dos tutores para prevenir doenças durante os dias frios.

Com a volta de dias de baixas temperaturas na Região Metropolitana de São Paulo, especialistas e órgãos estaduais alertam para os riscos que o frio pode trazer à saúde de cães e gatos. Assim como os humanos, os animais de estimação ficam mais vulneráveis a complicações respiratórias e crises articulares nessa época do ano, necessitando de adequações simples na rotina de cuidados dentro das residências e em áreas externas.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) destaca que a necessidade de proteção varia conforme a idade, o porte, o tipo de pelagem e o histórico de saúde de cada animal. Pets filhotes, idosos ou portadores de doenças crônicas dependem de monitoramento constante, pois apresentam maior sensibilidade às variações térmicas.

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Abrigo adequado, uso de roupinhas e cuidados no passeio

Para proteger os pets do frio rigoroso, a orientação principal é eliminar a exposição direta a correntes de ar, chuva e ao solo gelado. No caso de cães e gatos que vivem no quintal, o abrigo deve ser elevado do chão com estrados de madeira ou pés de elevação, mantendo sempre cobertas e mantas limpas e secas. Dentro de casa, as caminhas devem ficar posicionadas em locais secos e protegidos do vento.

O uso de roupas térmicas é recomendado principalmente para cães de pequeno porte, pelos curtos ou com idade avançada. A peça precisa garantir mobilidade e conforto, devendo ser removida se o animal demonstrar irritação ou desconforto. Raças adaptadas ao frio ou com pelagem longa e densa geralmente não necessitam desse tipo de acessório.

Durante a rotina de exercícios, a recomendação é priorizar passeios nos horários em que o sol está mais forte, como no fim da manhã ou início da tarde, reduzindo saídas no começo da manhã e à noite. Os banhos devem ter a frequência reduzida durante o inverno, utilizando sempre água morna e secagem completa da pelagem com secador antes de liberar o pet para o ambiente externo. Tosas curtas devem ser evitadas para preservar a camada natural de isolamento térmico.

Alimentação, hidratação e sinais de alerta

Mesmo com a diminuição natural no consumo de água durante o período frio, a hidratação constante continua indispensável. Os recipientes de água limpa devem ser mantidos ao alcance do animal. Em casos de animais que gastam mais energia para manter a temperatura corporal, ajustes no volume de ração podem ser orientados por um médico-veterinário.

A imunização atualizada é outro fator preventivo decisivo, sobretudo contra viroses e infecções respiratórias comuns no inverno. Os tutores devem procurar atendimento médico-veterinário caso identifiquem sintomas como:

  • Tremores contínuos ou apatia prolongada

  • Tosse, espirros e presença de secreção nasal

  • Recusa de alimento ou água

  • Dificuldade para se movimentar ou se levantar

  • Alterações na frequência urinária