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AVALIAÇÃO – Novo no pedaço, Honda City Hatchback substitui o Fit em grande estilo

Ernesto Zanon – Do Carro Express / Edição de imagens: Danilo Sanches

Uma das principais novidades do mercado automotivo neste ano foi a chegada da versão hatchback do decano Honda City. O Carro Express avaliou a versão Touring, top de linha da família, durante uma semana. Ele chegou com a difícil missão de ocupar o lugar do irmão Fit, que foi descontinuado depois de 18 anos no mercado, com indiscutível sucesso de público e crítica.


Assim como na versão sedã avaliada recentemente, a Honda ofereceu mais uma vez a Touring, a top de linha da família, com equipamentos de série bem interessantes, que ressaltam o conforto, a segurança e a tecnologia, para esta avaliação. A principal diferença entre os dois está na carroceria um pouco menor, que resulta um porta-malas que tem praticamente a metade do tamanho do outro. Ou seja, é voltado para quem busca um estilo mais arrojado e esportivo e abre mão de mais espaço para bagagem.
O motor 1.5 aspirado do Honda City evoluiu neste ano e se tornou ainda melhor do que já era. A versão hatch ganhou design que valoriza os vincos definidos, além de faróis e lanternas em LED, que dão um aspecto high-tech.
A versão Touring hatchback avaliada, que custa em torno de R$ 125 mil, conta com muitos equipamentos que valorizam cada centavo investido, como faróis full LED, luzes indicadoras de direção, fachos baixo e alto, DRL e faróis de neblina em LED. Tem ainda rodas de liga leve, com aro de 16 polegadas.


Diferente da versão sedã que conta com interior em bege, a hatchback é toda em preto, com uma pegada mais jovem e esportiva. Vale salientar que ele oferece bom espaço interno, graças a seus 4,34m de comprimento e entre-eixos de 2,60m. Isso permite que quatro (ou até cinco) adultos com bom espaço para as pernas. Mesmo quem tem estatura maior, como 1,80m de altura, consegue se acomodar no banco traseiro sem raspar a cabeça.
Em relação ao sedã que oferece 519 litros de capacidade no porta-malas, aí a diferença é significativa. Tem só 268 litros. Ou seja, é menor até que modelos compactos e assim pode não atender aos interesses de uma família inteira.

 


Mas há que se destacar a lista de equipamentos de comodidade e conforto. A partida se dá apertando botão, assim como a abertura das portas. Isso porque conta com o sistema de destravamento por proximidade da chave (Smart Entry). Conta também com ar-condicionado digital, nova central multimídia touchscreen de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem-fio e câmera de ré multivisão. O cabo do celular só é necessário para carregá-lo, já que não existe o sistema por indução.

Há ainda sensores de estacionamento traseiros, bancos revestidos em couro, painel digital TFT de 7 polegadas multiconfigurável, sensores de estacionamento dianteiros e espelho retrovisor fotocrômico.
Motor renovado
Apesar de ser 1.5 litro aspirado, o New City tem um novo motor 16V DI DOHC i-VTEC, ou seja, com injeção direta de combustível e dois comandos de válvulas no cabeçote – um para as oito válvulas de escape e outro para as oito de admissão. De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), o New City sedã tem consumo na cidade de 9,2/13,1 km/l (etanol/gasolina) e, na estrada, de 10,5/15,2 km/l – respectivamente. Na avaliação, o consumo ficou próximo aos 10 por litro no ciclo cidade/estrada.
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O câmbio CVT evoluiu para melhor com simulação de sete marchas e conta até com o por meio de paddle shifts no volante. Agora conta com o Step-shift e o EDDB (Early Down-shift During Braking), que garantem desempenhos diferentes conforme o tipo de condução. O primeiro tem uma pegada mais esportiva. O outro entra em campo em situações de descida. O resultado é mais conforto a bordo e maior eficiência nas diferentes condições.
Na segurança, alguns destaques colocam o New City numa posição superior. Ele dispõe de ACC – Controle de cruzeiro adaptativo, que auxilia o motorista a manter uma distância segura em relação ao veículo detectado à sua frente. O CMBS (sistema de frenagem para mitigação de colisão) aciona o freio ao detectar uma possível colisão frontal, com o objetivo de mitigar acidentes. Ele é capaz de detectar e identificar pedestres e veículos que estejam no mesmo sentido ou no oposto. Tem também sistema de assistência de permanência em faixa, para mitigação de evasão de pista e ajuste automático de farol, entre outros.