Exatamente cinco anos atrás o mundo assistiu estarrecido ao anúncio realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a pandemia do novo coronavírus. O primeiro caso de Covid-19 ocorreu em Wuhan, uma das grandes metrópoles da China, com 10 milhões de habitantes em 31 de dezembro de 2019.
Até então uma doença desconhecida, que causava tosse, febre e problemas no pulmão, ela foi responsável por mudar a vida de toda a população mundial. A cidade chinesa foi o primeiro lugar do mundo a entrar em lockdown, o famoso “fique em casa”. O nível das restrições era sem precedentes na história moderna.
Um mês depois do primeiro caso confirmado na China, outros 25 países já tinham registrado infecções. Em menos de dois meses, o coronavírus já tinha se espalhado para quase 50 países, em todos os continentes do mundo.
Neste sentido, Guarulhos se destacou no Brasil por apresentar soluções rápidas para lidar com a doença. Por determinação do então prefeito Guti, um hospital de campanha foi erguido em tempo recorde assim que as medidas mais restritivas no país e no Estado começaram a ser anunciadas. Antes de março terminar, o Centro de Combate ao Coronavírus, no Cecap, já funcionava para atender a população.
Durante pouco mais de seis meses, mais de 650 pessoas que chegaram ao local entre a vida e a morte foram salvas. O hospital de campanha contava com leitos hospitalares e UTIs preparadas para receber os infectados com o vírus. Diante do crescimento no número de casos, leitos de UTI em hospitais particulares foram contratados para garantir o atendimento a todos na cidade.
Guarulhos também foi uma das primeiras cidades do mundo a adotar o uso de máscaras pela população nas ruas e no transporte público. Ainda em abril, o prefeito Guti determinou a obrigatoriedade do uso nos ônibus. A medida foi seguida por outros municípios e se tornou comum no Brasil inteiro, mudando a cultura da população.
Junto à pandemia, diversos problemas econômicos passaram a afetar a população, diante do fechamento de comércios e indústrias em medidas mais restritivas impostas pelo Governo do Estado, principalmente. Debates políticos e ideológicos tomaram conta do Brasil.
O “Fique em casa” mudou hábitos e colocou a população diante de uma nova realidade, quando famílias e amigos não podiam mais se encontrar pessoalmente, as escolas ficaram fechadas e muitos empresários “faliram”. Trabalhadores também perderam seus empregos diante da crise econômica.
Na educação, Guarulhos também se destacou com o Saberes em Casa, programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação que garantiu o aprendizado de forma online para os alunos da rede municipal.
Mesmo com todas as medidas, as perdas foram inevitáveis em todo o mundo. O número de casos e de mortes cresceu bastante de forma exponencial no primeiro e segundo anos da pandemia. Em Guarulhos, não foi diferente. A adoção das vacinas, a partir de janeiro de 2021, com a chegada da Coronavac, foi o início da mudança de paradigmas. Mas foi somente a partir da vacinação em massa, já no segundo semestre de 2021, quando novos imunizantes chegaram e a maior parte da população aderiu, os números começaram a cair de fato.
O trabalho realizado por Guarulhos foi reconhecido internacionalmente. Guti foi indicado ao “World Mayor 2021”, premiação que celebra prefeitos de destaque ao redor do mundo no combate à pandemia do novo coronavírus.
O prefeito guarulhense foi o único político brasileiro e um dos três sul-americanos a ser indicado ao prêmio. A premiação internacional , que celebrava boas gestões de líderes municipais, em 2021 escolheu candidatos ”que convenceram seus concidadãos de que lutam por uma sociedade civil mais igualitária, unida e tolerante”, explica a organização.
Em 5 de maio de 2023, a OMS declarou o fim da emergência global de Covid-19. Confira abaixo os números da doença em Guarulhos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde informou ao GWeb nesta terça-feira, com números atualizados em 1 de março.
Casos Confirmados:
- 2020: 41.363 casos
- 2021: 48.535 casos
- 2022: 44.841 casos
- 2023: 9.159 casos
- 2024: 3.287 casos
- 2025: 702 casos*
Óbitos:
- 2020: 1.966 mortes
- 2021: 3.140 mortes
- 2022: 476 mortes
- 2023: 58 mortes
- 2024: 30 mortes
- 2025: 9 mortes*
*Até dia 28 de fevereiro