Estadão

EUA têm grande preocupação com atividade militar e de inteligência chinesa em Cuba, diz Blinken

O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, disse nesta terça-feira, 20, que deixou claro para os líderes chineses que os EUA não querem atividade militar chinesa em Cuba. "Nós teríamos grandes preocupações com essas atividades em Cuba, e isso é algo que vamos monitorar de muito perto para proteger nossa nação", destacou, em coletiva de imprensa em Londres.

Nas negociações com líderes chineses, o secretário também assegurou que a China garantiu não fornecer equipamento militar à Rússia na guerra contra a Ucrânia, e os EUA deixaram evidente sua insatisfação com empresas instaladas na China fornecendo equipamento militar e de inteligência para russos.

Também foi solicitado que a produção chinesa de matéria-prima para o fentanil – droga que tem matado milhares nos EUA – seja estudada pelas nações.

Blinken também pontuou que, com um esforço de ambos os países para a melhora nas relações, é provável que o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da China, Xi Jinping, se encontrem pessoalmente. Além disso, funcionários do alto escalão de ambos os governos devem construir mais pontes a partir deste momento, ele avalia.

O chefe de Estado esteve em viagem especial à China para discutir questões diplomáticas com os líderes chineses, após grande escalada nas tensões entre os países, sobretudo pela questão da independência de Taiwan, que não é reconhecida como país independente pelos chineses.

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