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Moradora do Jardim Fortaleza tenta arrecadar R$ 200 mil para retirar tumor do cérebro do filho de 4 anos

“O que a gente almeja é que ele saia bem da cirurgia e consiga pronunciar o nome dele direito e consiga fazer as coisas básicas para a idade, como ir à escola”. O fato de ir e vir tranquilamente e poder ver o filho brincar com outras crianças, coisas que parecem rotineiras e comuns da vida, se tornaram o maior desejo de uma mãe, moradora do Jardim Fortaleza.
Camila Peres Nunes, de 28 anos, é mãe de Murilo, que tem 4. O ímpeto da criança chamou a atenção. “Ele é bastante agitado, hiperativo e agressivo por conta de tantas crises que ele tem no dia. Ele toma a medicação contra a epilepsia para controlar”, conta Camila, que relata mais de 50 crises diárias em Murilo, que ri, fica irritado e chega a agredir os familiares durante os processos, que são rápidos, porém intensos.
“Ele até toma a medicação pra tentar controlar a epilepsia, mas se sabe que esse Hamartoma que está no cérebro não tem efeito com medicação, somente quando retira com a técnica de dissecar o tumor”, acrescenta a mãe.
A Epilepsia Gelástica representa, em média, 0.2% de todos os tipos de convulsão. Quem a possui não consegue controlar a risada. O causador é o Hamartoma Hipotalâmico, um pequeno tumor benigno localizado no hipotálamo (região do encéfalo, a mais nobre no cérebro). As causas para a circunstância deste fator ainda são desconhecidas.
O tumor, apesar de benigno, dificulta que Murilo realiza ações que seriam comuns para crianças da mesma idade. “Lidar com isso sempre foi muito difícil. Eu precisei parar de trabalhar para poder ficar com ele e entender melhor o que ele tinha. Ele sempre teve dificuldade para conseguir o diagnóstico e passou por inúmeros especialistas”, enfatiza Camila, que também relatou a dificuldade de fala do filho.
A esperança voltou à tona recentemente quando o diagnóstico de Murilo foi fechado. Contudo, apesar de haver cura, o tratamento cirúrgico, único eficaz para o caso, custa R$ 200 mil. “É difícil você saber que seu filho precisa de uma cirúrgia que não tem no Brasil, mas foi um alívio saber que tem cura, pois sabemos o que é e podemos ir atrás e resolver o que nunca conseguimos”, acrescenta a mãe.
Vaquinha virtual
A intervenção é delicada por mexer com uma parte única do cérebro. Para a realização do procedimento em um local seguro, os pais de Murilo tentam arrecadar dinheiro por meio de uma vaquinha virtual. A “Juntos Pelo Murilo”, que tem meta de R$ 200 mil, arrecadou cerca de R$ 9 mil e continua aberta para doadores. “A gente quer que ele tenha qualidade de vida e cresça seguro. Quanto mais tempo passar, mas vai atrasar”, conclui Camila.
Quem quiser apoiar a campanha e doar qualquer quantia à causa de Murilo, basta clicar no link da vaquinha.

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