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Opinião

Mudanças na Câmara

Ainda no primeiro semestre, quando todo mundo estava com as atenções voltadas para as eleições de outubro, um grupo de políticos de Guarulhos já se preparava para a disputa para a presidência da Câmara, já que a Mesa Diretora, atualmente comandada pelo vereador Eduardo Soltur (PSD), deve ser renovada. Ele não tem direito a mais uma reeleição. Apesar do PT ter maioria da Casa tanto em número de parlamentares do partido como também na base aliada, há muito tempo não consegue emplacar um vereador como o presidente. O último foi Ulisses Correia. 
 
 O novo presidente?
Na corrida pela Presidência da Câmara, o nome do vereador Jesus, do PDT, saiu à frente. Em julho, durante o recesso parlamentar, cogitava-se que, graças ao grupo político dele que teria por trás a família do deputado federal Eli Correia Filho (DEM), o parlamentar já teria pelo menos 20 votos garantidos para a disputa que ocorre na virada do ano. Porém, o petista Marcelo Seminaldo ainda busca dar uma virada no jogo. Para isso, contaria com a força do prefeito Sebastião Almeida, para tentar convencer os colegas a elegê-lo. Porém, como essas questões na Câmara Municipal vão muito além de argumentos palpáveis, a disputa ainda pode estar em aberto.  
 
Consequências
Como tudo em política pode ser considerado um jogo, há muita gente na Câmara Municipal sem saber qual será seu destino com a mudança de comando. Sabe-se que muitos cargos comissionados giram em torno da vontade do presidente e dos compromissos assumidos. Sempre que se muda o comando, é natural que os cargos de confiança também sofram alterações. Desta forma, áreas que até evoluíram durante a gestão de Soltur podem passar por grandes reviravoltas. Nada está definido. 
 
E o novo prédio
Eduardo Soltura deixa a presidência da Câmara sem conseguir viabilizar seu principal projeto que seria a transferência da Casa para a sede própria. Apesar de ser o responsável pela compra do prédio da antiga fábrica de tapetes Lourdes, na Vila Sorocabana, em um processo bastante conturbado, o vereador nem ao menos concluiu o projeto de reforma para transformar o velho barracão no novo Legislativo. Além de questões jurídicas, faltou dinheiro. 

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