Estadão

Pink Floyd apresenta, com 3 anos de atraso, o esperado remix de ‘Animals’

Nada é fácil quando se trata de Pink Floyd e de seu legado – o que explica por que o remix de Animals (1977), prometido para 2018, só agora está vendo a luz do dia.

O guitarrista David Gilmour não quis aprovar o encarte do álbum, de acordo com o compositor e vocalista do Floyd, Roger Waters, que concordou em deixar o remix sair sem textos no encarte. Desse modo, os fãs vão ficar só com a música, agora pela primeira vez em surround 5.1, uma capa recém-reformulada, um livreto de 32 páginas com fotos inéditas, mas nada da história. Também não há faixas bônus nem músicas inéditas.

Animals é um disco conceitual muito parecido com seu antecessor, Wish You Were Here, e com The Wall, que seria lançado dois anos depois. Inspirando-se livremente no clássico A Revolução dos Bichos, de George Orwell, o disco relaciona animais a diferentes tipos de pessoas: porcos, ovelhas e cães. As três músicas principais duram mais de dez minutos e são emolduradas por duas versões ligeiramente diferentes de Pigs on the Wing, que têm cerca de um minuto e meio.

CAPITALISMO. Animals é uma crítica sombria e soturna ao capitalismo e à ganância, tornando-o talvez um dos lançamentos menos acessíveis de Floyd. Mesmo assim, seus temas parecem tão relevantes hoje quanto foram na época em que ele apareceu pela primeira vez – e o remix dá um novo brilho à sua sonoridade.
A legião de fanáticos do Floyd certamente perceberá, nas novas mixagens agora divulgadas, nuances que passarão despercebidas aos ouvintes de primeira viagem. Mas é, no mínimo, uma boa oportunidade para que aqueles que não ouvem Animals há anos (ou talvez décadas) possam dar uma chance à nova versão. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>

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