Estadão

Rayssa vai à final do Super Crown em busca do bi; Pâmela não avança e dá adeus ao sonho do tri

Rayssa Leal vai buscar o bicampeonato da Street League Skateboarding (SLS), a liga de skate de rua mais importante do mundo. Ovacionada a cada mínimo movimento no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, neste sábado, a maranhense de 15 anos ficou em primeiro lugar em sua bateria da fase classificatória do Super Crown, a última etapa da SLS, e garantiu vaga na grande decisão, marcada para as 10h30 de domingo.

Pâmela Rosa, que buscava o tricampeonato, acabou eliminada, assim com as outras duas representantes brasileiras: Marina Gabriela e Isabelly Ávila. Também avançaram à final a australiana Chloe Covell, de 13 anos, a americana Page Heyn e as japonesas Aqi Uemura, Momiji Nishiya e Yumeka Oda.

As skatistas tiveram duas voltas de 45 segundos e cinco oportunidades de manobras individuais. A nota final é a soma das quatro maiores notas, podendo ser composta de uma volta e três manobras individuais, ou quatro manobras individuais, com pontuação máxima de 40 pontos.

RAYSSA SOBRA E SUPERA JAPONESAS
Rayssa correu na segunda bateria, que teve sua primeira sessão de voltas com a tradicional disputa entre a brasileira e skatistas japonesas. Momiji Nishiya e Yumeka Oda fizeram 6,2 e 5,5, respectivamente, mas Rayssa, apoiada como nenhuma outra competidora no Ginásio do Ibirapuera, elevou o sarrafo com uma apresentação de 7,6, finalizada no corrimão.

A segunda volta de Rayssa foi de um repertório bem diferente da primeira, com muita criatividade, avaliada com 6,0, nota que só não foi maior por causa das quedas que ela teve no final. Assim, ela acabou perdendo posições. Isabelly Ávila, também representando o Brasil na bateria e abraçada pela plateia, abriu com nota 1,1. Apostou em manobras mais seguras durante a segunda volta, mas caiu no fim e terminou com 2,3.

Encerradas as voltas de 45 minutos, iniciou-se a disputa das manobras individuais. Quando Rayssa desceu para a primeira manobra, estava em quinto lugar, mas sua execução perfeita a levou ao topo, com 15,4, ultrapassando as japonesas.

Na tentativa seguinte, um 8,0 ampliou o total para 23,4 e a manteve em primeiro, antes de aumentar para 30,5, chegando à última tentativa praticamente garantida na decisão. A manobra derradeira da estrela maranhense não foi concluída, mas já não fazia diferença, porque o primeiro lugar estava garantido. Atrás dela, avançaram Momiji Nishiya e Yumeka Oda.

Isabelly, por sua vez, abriu a sessão de manobras únicas e ampliou a pontuação para 5,8. Em seguida, encaixou mais uma e somou 14,10. Depois disso, ficou sem ampliar a nota, mas ergueu a torcida das cadeiras ao arriscar tudo na última tentativa, deslizando pelo corrimão maior, porém sem conseguir completar o trajeto.

PÂMELA ROSA FORA DA FINAL
A primeira bateria tinha duas representantes brasileiras. Além da bicampeã Pamela Rosa, a plateia pôde vibrar com as manobras de Marina Gabriela, substituta da japonesa Funa Nakayama, que está se recuperando de uma lesão. A americana Page Heyn abriu as voltas de apresentação com uma nota 4,3 e só foi superada pela prodígio australiana Chloe Covell, que fez 5,2.

Em sua vez, Pâmela aproveitou bem os corrimões com manobras precisas, teve uma queda e fechou com um flip, A volta foi avaliada com 2,5, um pouco atrás da compatriota Marina Gabriela, que também caiu na parte final e somou 2,7 em sua primeira corrida na pista.

Na segunda volta, a japonesa Aqi Uemura, que havia feito a pior nota no início, após uma queda dura no corrimão, elevou o nível e assumiu a segunda colocação com 5,0. Pâmela Rosa somou 2,5 e Marina Gabriela 3,1, entrando nas rodadas de manobras individuais como as duas últimas colocadas.

A sessão de manobras individuais começou com uma nota 7,0 para Pâmela, somando 9,5 no total. Na segunda tentativa, zerou ao tentar um frontslide smith e cair na aterrissagem. Ela tentou a mesma manobra na chance seguinte, acertou e recebeu 7,2. Com isso, ampliou para 16,7 o total, subindo para primeiro, mas foi ultrapassada por Roos Zwetsloot, Heyn, Uemura e Covell.

Pâmela teve nota 5,8 na penúltima tentativa e foi para a rodada decisiva em terceiro lugar, com 22,5, mas caiu e terminou em quarto, superada por Covell, Heyn e Uemura. Marina, por sua vez, não conseguiu pontuar nas manobras individuais.

Posso ajudar?