Política

Vereadores foram à Justiça para acelerar votação do aumento do IPTU em Guarulhos

Segundo os parlamentares, a medida foi necessária para garantir a votação da proposta ainda dentro dos prazos que permitiriam sua eventual aplicação no próximo exercício fiscal.

Um grupo formado por 21 vereadores de Guarulhos da base de apoio do prefeito Lucas Sanches (PL) ingressou com um mandado de segurança na Justiça para obrigar a Presidência da Câmara Municipal a convocar sessões extraordinárias destinadas à apreciação do Projeto de Lei nº 247/2026, que institui o programa “IPTU em Dia”.

De acordo com a ação judicial, protocolada nesta quinta-feira, 15 de outubro, os vereadores afirmam que representam a maioria absoluta da Câmara e que solicitaram formalmente, em 14 de outubro, a convocação de sessões extraordinárias para discutir e votar o projeto enviado pela Prefeitura.

Os autores da ação sustentam que a Lei Orgânica do Município determina que, quando a maioria absoluta dos vereadores requer a convocação extraordinária, cabe ao presidente da Câmara promover a convocação em até 48 horas e comunicar os parlamentares com antecedência mínima de 24 horas. Segundo o documento, a Presidência não teria adotado as providências exigidas dentro do prazo previsto.

Na petição, os vereadores alegam que a demora inviabiliza a tramitação rápida do projeto e pode comprometer a eficácia das alterações tributárias pretendidas. O texto destaca que determinadas mudanças relacionadas ao IPTU precisam respeitar os princípios constitucionais da anterioridade anual e nonagesimal, o que exige aprovação dentro de prazos específicos.

Os parlamentares afirmam ainda que a proposta trata de mudanças na disciplina do Imposto Predial e Territorial Urbano e que a realização de sessões extraordinárias seria o único meio de assegurar uma votação em tempo hábil.

No pedido apresentado ao Judiciário, o grupo requer uma liminar para que o presidente da Câmara convoque imediatamente as sessões extraordinárias necessárias para analisar o Projeto de Lei nº 247/2026. Os vereadores argumentam que não buscam interferir no resultado da votação, mas garantir que a matéria seja colocada em pauta e apreciada pelo plenário.

Diante da liminar, o vice-presidente da Câmara, vereador Gilvan Passos (Republicanos) fez a convocação das sessões extraordinárias para esta sexta-feira, a partir das 20h.

No entanto, na manhã desta sexta-feira, o presidente da Casa, Fausto Martello (Republicanos), cancelou as sessões alegando que o projeto do prefeito Lucas Sanches foi devolvido ao Executivo para ajustes.

A própria petição reconhece que o objetivo é acelerar a tramitação da proposta. O documento afirma que o procedimento legislativo ordinário pode levar até 40 dias, enquanto a convocação extraordinária permitiria a análise da matéria em prazo mais curto, considerada pelos autores como necessária para sua implementação já no exercício seguinte.

O requerimento que motivou a ação foi assinado por 21 vereadores e pedia a realização de tantas sessões extraordinárias quanto fossem necessárias para a leitura, discussão e votação do projeto do Executivo.

VEJA QUEM ASSINOU O DOCUMENTO PARA ACELERAR A VOTAÇÃO DO AUMENTO DO IPTU

  • Pastor Adalberto
  • Pastor Anistaldo
  • Alemão do Transporte
  • Junior Caiçara
  • Biriba
  • Daniel Santos
  • Daniel Rodrigues Alves
  • Danilo Gomes
  • Guto Tavares
  • José Carlos Veloso
  • Joseval Queiroz
  • Karina Soltur
  • Kleber Ribeiro
  • Laercio Sandes
  • Lauri Rocha
  • Leandro Dourado
  • Luis da Sede
  • Rafael Acosta
  • Rafael Marques
  • Romildo Santos
  • Welliton Bezerra